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Mostrando postagens de março, 2026

Egossintônico e Egodistônico, o que isso revela sobre você?

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Alguns comportamentos incomodam profundamente, enquanto outros, mesmo trazendo consequências negativas, parecem naturais e até justificáveis. Essa diferença pode ser compreendida a partir de dois conceitos fundamentais: o egossintônico e o egodistônico. Mais do que rótulos técnicos, eles ajudam a revelar como cada pessoa se relaciona consigo mesma. Um funcionamento egossintônico é aquele que está em sintonia com a forma como o indivíduo se percebe. Mesmo que determinado comportamento cause problemas, ele não gera conflito interno significativo, pois faz sentido dentro da própria narrativa pessoal. É o caso de alguém extremamente perfeccionista que enxerga esse traço como qualidade indispensável, ou de uma pessoa que evita vínculos e entende isso como sinal de autonomia. Nesses casos, não há estranhamento, mas coerência interna. Já o egodistônico aparece quando há um desalinhamento entre aquilo que a pessoa vive e aquilo que reconhece como sendo parte de si. Surge um incômodo, uma sen...

Fantasia ou loucura, onde está a diferença?

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A distinção entre fantasia e loucura atravessa a história do pensamento e da literatura. Em muitos momentos, aquilo que parece desvio revela, na verdade, uma tentativa de dar forma ao que não encontra lugar imediato na realidade. Fantasiar não é um erro da mente, mas uma de suas operações mais fundamentais. É por meio dela que o sujeito organiza o desejo, constrói narrativas e sustenta, ainda que de forma provisória, um sentido para a própria existência. A fantasia implica uma criação que mantém algum vínculo com o mundo compartilhado. Mesmo quando intensa, ela preserva a possibilidade de retorno. Já aquilo que se convencionou chamar de loucura envolve uma ruptura mais radical, onde a experiência interna deixa de dialogar com o outro e passa a se sustentar como verdade absoluta. A diferença, portanto, não está no conteúdo do pensamento, mas na possibilidade de circulação, de dúvida e de interlocução. A literatura oferece exemplos preciosos dessa fronteira. Em Dom Quixote , de Miguel ...

TDAH pode surgir depois de um estado melancólico?

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  É bastante comum que, após um período de abatimento mais profundo, surjam dificuldades de atenção, organização e memória. Nesse momento, muitas pessoas passam a se perguntar se desenvolveram TDAH . No entanto, essa associação precisa ser feita com cautela. Em muitos casos, não se trata do surgimento de um transtorno, mas de uma mudança no funcionamento psíquico decorrente de um estado melancólico. O TDAH, de modo geral, acompanha a pessoa desde a infância, ainda que nem sempre tenha sido identificado ou nomeado naquele período. Ele se manifesta como um padrão relativamente estável de dificuldade em sustentar a atenção, organizar tarefas, gerenciar o tempo ou conter impulsos, independentemente do contexto emocional. Por outro lado, quando alguém passa por um estado melancólico, ocorre uma redução significativa da energia psíquica, o que impacta diretamente a capacidade de investir nas atividades do cotidiano. Não é apenas uma questão de foco, mas de interesse, de sentido e de envo...

Entre o chão e a linguagem: o conflito social em O Livro das Ignorãças de Manoel de Barros

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  Há livros que não se limitam a ser lidos. Eles deslocam o leitor. O Livro das Ignorãças pertence a esse território. Aqui, o poeta rompe com a lógica do útil, do produtivo e do reconhecido socialmente. Ele se aproxima do que é desprezado, esquecido, pequeno. E é justamente nesse gesto que emerge um conflito profundo, não apenas social, mas também subjetivo. O mundo contemporâneo valoriza o desempenho, a clareza, o saber técnico. Manoel de Barros caminha na direção oposta. Ele escreve: “O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.” Esse “transver” é um movimento que ultrapassa o visível e o normativo. Em termos subjetivos, trata-se de uma recusa em se submeter integralmente à ordem dominante do sentido. Há um deslocamento daquilo que seria esperado como “correto” para um território mais livre, mais primitivo, mais próximo da infância. O conflito social: entre o útil e o inútil O poeta frequentemente exalta aquilo que a sociedade descarta. Ele diz: “Tenho abundância de s...

Cognição Social: como interpretamos o mundo e as pessoas

A vida cotidiana é atravessada por interpretações constantes. Em poucos segundos formamos impressões sobre alguém que acabou de chegar, avaliamos intenções, inferimos motivos e decidimos como reagir. Esse processo acontece de forma tão natural que raramente percebemos que ele exige uma intensa atividade mental. A cognição social busca compreender justamente esse fenômeno: como os seres humanos organizam mentalmente as informações sociais e constroem sentido sobre o comportamento próprio e alheio . A mente humana não funciona como um simples espelho da realidade. Ao contrário, ela atua como um sistema ativo de interpretação. Cada pessoa observa o mundo a partir de esquemas mentais construídos ao longo da experiência. Esses esquemas são estruturas cognitivas que ajudam a organizar o conhecimento e permitem compreender rapidamente situações sociais complexas. Sem eles, cada encontro com outra pessoa exigiria uma análise completamente nova, tornando a vida social extremamente lenta e difíc...

Processos mentais para a maternidade

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A maternidade não começa apenas no nascimento. Ela se inicia na elaboração psíquica do lugar de mãe. Trata-se de uma transformação identitária profunda, que envolve entrega, responsabilidade e reorganização interna. 1. Aceitação da transformação pessoal Tornar-se mãe implica compreender que a própria identidade será ampliada e modificada. Não se perde quem se é, mas passa-se a ocupar também a função materna. 2. Disponibilidade emocional contínua A criança necessita de presença afetiva estável. A maternidade exige capacidade de acolher, sustentar e regular emoções, inclusive nos momentos de exaustão. 3. Revisão da própria história com a mãe A experiência vivida na infância influencia o modo como se exerce a maternidade. Há quem deseje repetir modelos positivos e quem precise elaborar vivências difíceis para não reproduzi-las. 4. Capacidade de frustração e renúncia A maternidade implica renúncias temporais, profissionais e pessoais. A maturidade está em realizar essas renúncias ...

Processos mentais antes de terminar um namoro

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Encerrar um relacionamento não é apenas uma decisão prática. É um movimento psíquico que envolve luto, responsabilidade e revisão de expectativas. Antes do término, a mente atravessa etapas importantes que merecem clareza. 1. Diferenciar frustração pontual de incompatibilidade estrutural Todo vínculo enfrenta conflitos. É preciso discernir se a insatisfação é circunstancial ou se revela divergências profundas de valores e projetos. 2. Avaliar tentativas reais de diálogo Houve conversas honestas? Houve esforço mútuo para compreender e ajustar? Terminar sem elaborar pode transformar-se em repetição futura. 3. Reconhecer padrões pessoais Existe tendência a fugir quando surgem conflitos? Ou a permanecer por medo de solidão? Entender o próprio padrão evita decisões impulsivas. 4. Identificar medo versus lucidez Às vezes o desejo de terminar nasce do medo de maior comprometimento. Outras vezes, nasce da percepção madura de que o vínculo não sustenta crescimento. 5. Considerar o imp...

Pequenos hábitos

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Pequenos hábitos, quando sustentados no tempo, moldam silenciosamente a estrutura da vida psíquica. A saúde mental não se constrói apenas em grandes decisões ou momentos extraordinários, mas na repetição cotidiana de gestos simples que organizam o mundo interno. A tradição sempre soube disso: disciplina, rotina, silêncio e vínculo são pilares antigos que continuam atuais. Aqui estão práticas discretas, porém profundamente transformadoras: 1. Cuidar do ritmo do sono Dormir e acordar em horários semelhantes regula o corpo e também a mente. O psiquismo necessita de previsibilidade para não viver em estado constante de alerta. 2. Organizar o ambiente externo Um espaço minimamente organizado favorece a organização interna. A desordem constante pode alimentar ansiedade e sensação de perda de controle. 3. Nomear o que sente Dar palavras ao afeto diminui sua intensidade difusa. Quando você diz “estou frustrado” ou “estou inseguro”, transforma angústia em algo simbolizável. 4. Reduzir a expo...

Raymond Cattell e a tentativa de construir uma ciência da personalidade

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A história do estudo da personalidade sempre buscou responder a uma pergunta antiga e essencial: por que as pessoas se comportam de maneira tão diferente umas das outras? Ao longo do século XX, diversos pesquisadores tentaram transformar essa pergunta em um campo científico organizado. Entre eles, um nome se destaca pela ambição e pela metodologia utilizada: Raymond Cattell. Cattell acreditava que o estudo da personalidade precisava se afastar de descrições vagas ou puramente filosóficas e se aproximar de um método rigoroso, baseado em dados e análise estatística. Seu objetivo principal era construir uma ciência objetiva da personalidade, capaz de identificar padrões psicológicos estáveis e mensuráveis. Em vez de trabalhar apenas com observações clínicas ou relatos subjetivos, ele reuniu grandes quantidades de informações sobre comportamento humano e aplicou técnicas estatísticas para encontrar estruturas ocultas por trás dessas informações. Para realizar esse trabalho, Cat...

Abordagem Genética da Personalidade

 A abordagem genética da personalidade reúne modelos que procuram compreender as diferenças individuais a partir de traços relativamente estáveis. Esses traços são vistos como padrões duradouros de comportamento, emoção e pensamento. A ideia central é que parte importante da personalidade possui bases biológicas e hereditárias, podendo ser observada por meio de características consistentes ao longo da vida. O capítulo dedicado a essa abordagem apresenta alguns dos modelos mais influentes da psicologia da personalidade, especialmente os de Raymond Cattell e Hans Eysenck , além de modelos contemporâneos como o Big Five Personality Traits , o HEXACO Model of Personality Structure e o conceito da Dark Triad . Raymond Cattell e a análise fatorial da personalidade Cattell buscou construir uma ciência rigorosa da personalidade utilizando métodos estatísticos. Seu objetivo era identificar os elementos fundamentais que estruturam o comportamento humano. Ele utilizou uma técnica chama...

Processos mentais para a paternidade

A paternidade não começa no nascimento do filho. Ela se inicia na elaboração psíquica da responsabilidade, da presença e da transmissão. Tornar-se pai é assumir uma função estruturante, não apenas biológica. 1. Aceitação da responsabilidade irreversível Ser pai implica compreender que a decisão transforma permanentemente a própria vida. Não se trata apenas de prover, mas de sustentar emocionalmente. 2. Transição da centralidade do eu para o cuidado do outro A paternidade exige deslocamento. O tempo, as prioridades e a energia deixam de orbitar apenas em torno dos próprios interesses. 3. Revisão da própria história com o pai Experiências vividas com a figura paterna influenciam profundamente o exercício da paternidade. Alguns desejam repetir modelos positivos. Outros buscam romper padrões que causaram dor. 4. Construção da autoridade equilibrada Ser pai não é ser autoritário, nem ausente. É desenvolver uma autoridade que combina firmeza e afeto, limite e acolhimento. 5. Capacidade...

O Período Pré-Psicanalítico e a Influência de Charcot

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  Antes das investigações de Sigmund Freud , a histeria era um fenômeno amplamente discutido, porém pouco compreendido pela medicina. Muitos médicos consideravam seus sintomas exageros ou simulações, enquanto outros acreditavam tratar-se de uma doença neurológica sem causa orgânica evidente. Nesse contexto surgiu o trabalho do neurologista francês Jean-Martin Charcot , professor da Salpêtrière, em Paris. Charcot foi responsável por conferir legitimidade científica ao estudo da histeria. Em suas demonstrações clínicas, ele mostrava que pacientes apresentavam sintomas consistentes e reproduzíveis, frequentemente induzidos ou modificados pela hipnose. Para ele, a histeria era uma condição neurológica funcional ligada a uma predisposição hereditária ou degenerativa. Já o neurologista Joseph Babinski apresentou uma interpretação distinta. Ele descreveu a histeria como um fenômeno relacionado à sugestão psicológica, chamando-a de pitiatismo , ou seja, sintomas produzidos e também revers...

Processos mentais sobre ter ou não filhos

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A decisão de ter filhos, ou optar por não tê-los, é uma das escolhas mais estruturantes da vida adulta. Não se trata apenas de desejo momentâneo, mas de identidade, responsabilidade e projeto de futuro. Antes da decisão, o psiquismo atravessa movimentos profundos. 1. Desejo autêntico versus expectativa externa É essencial distinguir entre o desejo genuíno e a influência de pressões familiares, culturais ou sociais. Ter filhos para corresponder a expectativas pode gerar conflito interno duradouro. 2. Continuidade e legado Para alguns, a parentalidade representa continuidade da própria história. Para outros, a realização pode ocorrer por meio de projetos profissionais, intelectuais ou afetivos. A pergunta central é: onde deposito meu sentido de permanência? 3. Disponibilidade emocional Cuidar de um filho exige presença psíquica constante. É necessário avaliar maturidade emocional, capacidade de frustração e disposição para priorizar o outro sem anular completamente a si mesmo. 4....

Processos mentais antes de se casar

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O casamento é uma decisão que ultrapassa o afeto imediato. Trata-se de um pacto, uma escolha pública e privada que reorganiza identidade, rotina, prioridades e responsabilidades. Antes de dizer “sim”, o psiquismo atravessa movimentos fundamentais. 1. Transição do ideal romântico para a realidade concreta Namorar envolve descoberta. Casar envolve convivência estruturada. É a passagem do encantamento para a construção diária. A pergunta essencial é: amo apenas o que sinto ou estou disposto a sustentar o que construímos? 2. Capacidade de compromisso duradouro Casamento implica permanência. Não se trata apenas de desejar estar junto hoje, mas de assumir responsabilidade pelo vínculo ao longo do tempo, inclusive em fases difíceis. 3. Autonomia preservada dentro da união Casar não é dissolver a própria identidade. É integrar dois sujeitos inteiros. A maturidade conjugal nasce quando ambos mantêm individualidade sem romper a unidade. 4. Expectativas familiares e culturais Muitas decisões ...

Behaviorismo Mediacional e as Variáveis Intervenientes

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O Behaviorismo Mediacional surge como um desdobramento do Behaviorismo clássico, propondo um refinamento importante na compreensão do comportamento humano. Enquanto o modelo inicial enfatizava a relação direta entre estímulo e resposta, essa vertente introduz a ideia de que existem variáveis internas que mediam essa relação. Não se trata de abandonar a objetividade científica, mas de reconhecer que entre o que acontece no ambiente e a reação do indivíduo há processos intermediários. O modelo pode ser representado como S – O – R, isto é, Estímulo, Organismo, Resposta. O organismo não é visto como uma caixa vazia que apenas reage mecanicamente, mas como um sistema que processa informações, organiza experiências anteriores e produz respostas com base nessas mediações. Um dos principais nomes associados a essa perspectiva é Edward C. Tolman , que propôs a noção de mapas cognitivos. Em seus experimentos com labirintos, observou que os animais não apenas respondiam por reforço direto, mas ...

Quando a necessidade de ser a melhor se transforma em sofrimento

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  Eencontrei muitas pessoas extremamente competentes, disciplinadas e admiradas em seus ambientes. No entanto, por trás desse desempenho elevado, frequentemente existe uma tensão silenciosa. Uma sensação de que nunca é suficiente. Certa vez acompanhei uma paciente que trazia exatamente essa questão. Ela era reconhecida em praticamente todos os lugares onde estava. No trabalho era considerada referência técnica. Na família era a pessoa que resolvia problemas. Entre amigos, a mais organizada e confiável. À primeira vista, parecia uma trajetória de sucesso. O sofrimento apareceu quando ela começou a perceber que não conseguia descansar emocionalmente. Em qualquer ambiente surgia uma pressão interna para ser a melhor. Se havia uma reunião, ela precisava apresentar a melhor ideia. Se participava de um curso, precisava ter o melhor desempenho. Até em situações sociais simples, como um jantar entre amigos, ela sentia a necessidade de se destacar de alguma maneira. Com o tempo, essa exi...

5 processos mentais antes de comprar

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  5 processos mentais antes de comprar algo Comprar raramente é um gesto neutro. Entre o desejo e o pagamento existe um campo psíquico complexo, muitas vezes invisível. Tornar esse campo consciente é um exercício de maturidade emocional. 1. Impulso versus reflexão O primeiro movimento costuma ser rápido, quase automático. O objeto desperta excitação, promessa, novidade. Em seguida, surge a possibilidade de reflexão. A decisão madura nasce quando o pensamento consegue atravessar o impulso sem negá-lo, mas também sem se submeter a ele. 2. Identidade e pertencimento Algumas compras não dizem respeito ao uso, mas à imagem. O objeto representa quem gostaríamos de ser, o grupo ao qual desejamos pertencer ou o reconhecimento que buscamos. Pergunte-se: essa aquisição fortalece minha identidade real ou sustenta uma fantasia compensatória? 3. Regulação emocional Muitas decisões de consumo surgem em momentos de tensão. Ansiedade, frustração, solidão e cansaço pedem alívio. Comprar pod...

John Watson e o conceito do observável no estudo do comportamento

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 Quando falamos em Behaviorismo, o nome de John B. Watson ocupa lugar central. Sua proposta foi clara e revolucionária para a época, a Psicologia deveria se dedicar exclusivamente ao que pode ser observado, descrito e medido. Para ele, sentimentos, pensamentos e estados internos não poderiam constituir objeto científico direto, pois não eram acessíveis à verificação pública. O conceito do observável, em sua formulação, significa que o foco do estudo psicológico deve recair sobre comportamentos manifestos, isto é, ações, reações, movimentos, expressões e respostas que podem ser percebidas externamente. O que importa é aquilo que pode ser registrado por diferentes observadores e reproduzido em condições semelhantes. Watson defendia que o comportamento humano é resultado da interação entre estímulos ambientais e respostas aprendidas. Assim, ao invés de perguntar o que alguém sente internamente, a investigação deveria perguntar o que desencadeou determinada reação e quais consequênc...